Tabela de potência de geradores completa por segmento — de 15 kVA a 2500 kVA. Veja fórmulas, consumo de diesel, picos de partida e calcule agora o gerador ideal para sua operação.
Você sabe exatamente quantos kW a sua operação consome. Mas na hora de alugar um gerador, a placa do equipamento mostra kVA — e a conta não fecha?
Qual o gerador certo para um canteiro de obras com dois compressores e iluminação?
E para um evento com ar-condicionado central e sistema de som? Ou então, para uma indústria com quatro motores de 15cv ligando ao mesmo tempo?
A resposta não está em um único número! Está em entender a relação entre kW, kVA, fator de potência e pico de partida — e em ter uma tabela de referência confiável para cada tipo de aplicação.
A seguir, vamos mostrar a tabela de potência de geradores mais completa disponível, com dados reais por segmento, fórmulas explicadas passo a passo, tabela de consumo de diesel e uma calculadora interativa para você descobrir o gerador ideal para os seus equipamentos específicos. Acompanhe!
Antes de entrar na tabela de potência de geradores, é preciso entender o que cada número significa — porque ler errado é tão arriscado quanto não ler.
Toda placa de gerador traz três informações centrais:
kVA (quilovolt-ampère): é a potência aparente — a capacidade total bruta do equipamento. Ou seja, é o número que aparece em destaque na placa e que define o “tamanho” do gerador no mercado. É por kVA que você aluga, contrata e dimensiona.
kW (quilowatt): é a potência ativa — a parte da energia que efetivamente realiza trabalho útil. Motores giram, resistências aquecem, lâmpadas iluminam. O kW trata-se do número que aparece na conta de energia e nas etiquetas dos equipamentos.
Fator de potência (fp): é a relação entre kW e kVA. Representa a eficiência com que a instalação converte energia aparente em trabalho real. O padrão adotado pela maioria dos geradores a diesel e pela ANEEL para instalações industriais e comerciais é 0,8 — ou seja, 80% da energia aparente se converte em trabalho útil.
A fórmula que conecta os três é simples:
kVA = kW ÷ fator de potência kW = kVA × fator de potência
Na prática: se os seus equipamentos somam 80 kW e o fator de potência da instalação é 0,8, você precisa de um gerador de no mínimo 100 kVA — antes de aplicar a margem de segurança.
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Potência ativa (kW) |
kVA com fp 0,8 |
kVA com fp 0,92 |
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10 kW |
12,5 kVA |
10,9 kVA |
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20 kW |
25 kVA |
21,7 kVA |
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40 kW |
50 kVA |
43,5 kVA |
|
60 kW |
75 kVA |
65,2 kVA |
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80 kW |
100 kVA |
87 kVA |
|
120 kW |
150 kVA |
130,4 kVA |
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160 kW |
200 kVA |
173,9 kVA |
|
240 kW |
300 kVA |
260,9 kVA |
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400 kW |
500 kVA |
434,8 kVA |
Use fp 0,8 para instalações com predominância de motores elétricos, compressores e transformadores. Use fp 0,92 para instalações com predominância de cargas resistivas e iluminação LED, ou quando a instalação já conta com correção de fator de potência por banco de capacitores.
Esta é a referência central do guia de tabela de potência de geradores. Os valores de corrente foram calculados para tensão trifásica 380V — padrão na maioria das instalações industriais e comerciais brasileiras. Para instalações em 220V trifásico, os valores de corrente são aproximadamente 73% maiores.
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Potência (kVA) |
Potência ativa (kW) |
Corrente 220V (A) |
Corrente 380V (A) |
Consumo diesel (L/h) |
Aplicações típicas |
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15 kVA |
12 kW |
39 A |
23 A |
3–4 L/h |
Pequeno comércio, escritório, loja de varejo |
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30 kVA |
24 kW |
79 A |
46 A |
6–8 L/h |
Restaurante, clínica, academia |
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50 kVA |
40 kW |
131 A |
76 A |
10–13 L/h |
Canteiro de obras médio, posto de combustível |
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75 kVA |
60 kW |
197 A |
114 A |
15–19 L/h |
Supermercado de bairro, hotel pequeno |
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100 kVA |
80 kW |
262 A |
152 A |
20–25 L/h |
Indústria leve, evento de grande porte |
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150 kVA |
120 kW |
394 A |
228 A |
30–37 L/h |
Indústria alimentícia, hospital de médio porte |
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200 kVA |
160 kW |
525 A |
304 A |
40–50 L/h |
Hospital, data center, indústria têxtil |
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260 kVA |
208 kW |
682 A |
394 A |
52–65 L/h |
Indústria química, mineração de médio porte |
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350 kVA |
280 kW |
919 A |
531 A |
70–87 L/h |
Grande indústria, shopping center |
|
500 kVA |
400 kW |
1.312 A |
758 A |
100–125 L/h |
Planta industrial de grande porte, aeroporto |
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750 kVA |
600 kW |
1.969 A |
1.138 A |
150–187 L/h |
Infraestrutura crítica, siderurgia leve |
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1.250 kVA |
1.000 kW |
3.281 A |
1.896 A |
250–312 L/h |
Mineração, grandes complexos industriais |
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2.500 kVA |
2.000 kW |
6.562 A |
3.792 A |
500–625 L/h |
Infraestrutura de grande escala, plantas de energia |
Nota técnica: os valores de consumo de diesel são estimativas para operação entre 70% e 80% da carga nominal — a faixa de maior eficiência dos grupos geradores a diesel. Operação em carga plena aumenta o consumo em 20 a 30%. Operação abaixo de 40% da carga causa consumo desproporcional e desgaste acelerado do motor.
Veja um exemplo real: uma indústria de médio porte com os seguintes equipamentos em operação simultânea:
Total em kW: 56,5 kW Divisão pelo fator de potência (0,8): 56,5 ÷ 0,8 = 70,6 kVA Margem de segurança de 20%: 70,6 × 1,2 = 84,7 kVA
Pela tabela, o gerador indicado para operação em regime seria o de 100 kVA. Mas antes de fechar o dimensionamento, é preciso verificar o pico de partida dos motores — e é aqui que muitos erram.
Se você prefere calcular com base na lista real dos seus equipamentos, use a calculadora abaixo. Selecione os equipamentos, ajuste o fator de potência da sua instalação e veja o gerador recomendado com a margem de segurança já aplicada.
Selecione os equipamentos ou insira um personalizado, ajuste o fator de potência e veja o gerador ideal.
Equipamentos comuns
Adicionar equipamento personalizado
Equipamentos selecionados
Fator de potência (fp)
Resultado
| Parâmetro | Valor |
|---|

Este é o fator que mais causa surpresas — e mais desarmamentos de geradores em campo.
Motores elétricos industriais não partem suavemente. No momento em que são acionados pela primeira vez — o que os engenheiros chamam de partida direta — eles precisam vencer a inércia do rotor parado e estabelecer o campo eletromagnético interno.
Para isso, exigem uma corrente de partida que pode ser de 5 a 8 vezes a corrente nominal de operação. Essa corrente elevada se traduz diretamente em um pico de potência aparente muito acima do regime de funcionamento.
Exemplo concreto: um motor de 10cv (7,5 kW) opera em regime a aproximadamente 9,4 kVA (considerando fp 0,8). No momento da partida direta, esse mesmo motor pode exigir um pico de até 60 a 75 kVA por 3 a 8 segundos — seis vezes mais do que o regime normal.
Se o gerador foi dimensionado apenas pelos kW em regime, ele não suporta esse pico. O resultado é o desarmamento por sobrecarga no momento exato em que a fábrica mais precisava de energia. Linha parada, insumos em processo perdidos, prejuízo imediato.
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Nem todo motor parte da mesma forma. O tipo de partida determina a magnitude do pico de corrente e, portanto, o quanto isso impacta o dimensionamento do gerador:
Partida direta (DOL — Direct On Line): o motor é conectado diretamente à rede em tensão plena. Gera o maior pico de corrente — de 5 a 8 vezes a nominal. O caso mais crítico para o dimensionamento e o mais comum em motores até 15cv em instalações mais simples.
Partida estrela-triângulo: o motor parte em configuração estrela (tensão reduzida) e migra para triângulo após estabilizar. Reduz o pico de corrente para aproximadamente 2 a 3 vezes a nominal. Exige que o gerador suporte essa transição sem queda de tensão excessiva.
Soft-starter (partida suave): dispositivo eletrônico que controla a tensão de partida de forma gradual. Reduz o pico de corrente para 2 a 4 vezes a nominal e elimina o choque mecânico no eixo. É a opção que mais reduz o impacto no dimensionamento do gerador.
Inversor de frequência (VFD): controle eletrônico completo da velocidade do motor. Praticamente elimina o pico de partida — a corrente de partida fica próxima à nominal. Geradores com cargas em inversores podem ser dimensionados com margens menores.
A conclusão prática: antes de fechar o dimensionamento do gerador, é essencial saber quantos motores existem na instalação, qual a potência de cada um e qual tipo de partida cada um utiliza. Esse levantamento é o que a equipe de engenharia da Jambak realiza no estudo de carga gratuito.
O consumo de diesel é um dos principais fatores no custo operacional de um gerador alugado — especialmente em situações de contingência prolongada ou uso contínuo em obras e eventos.
A tabela de potência de geradores abaixo apresenta os valores de referência em dois cenários: carga plena (100%) e carga ideal (75%), que é a faixa de maior eficiência dos grupos geradores a diesel.
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Potência (kVA) |
Consumo a 100% (L/h) |
Consumo a 75% (L/h) |
Estimativa em 24h a 75% (L) |
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15 kVA |
4–5 L/h |
3–4 L/h |
72–96 L |
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30 kVA |
8–10 L/h |
6–8 L/h |
144–192 L |
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50 kVA |
13–16 L/h |
10–13 L/h |
240–312 L |
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75 kVA |
19–24 L/h |
15–19 L/h |
360–456 L |
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100 kVA |
25–31 L/h |
20–25 L/h |
480–600 L |
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150 kVA |
37–46 L/h |
30–37 L/h |
720–888 L |
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200 kVA |
50–62 L/h |
40–50 L/h |
960–1.200 L |
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350 kVA |
87–109 L/h |
70–87 L/h |
1.680–2.088 L |
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500 kVA |
125–156 L/h |
100–125 L/h |
2.400–3.000 L |
Por que não operar em carga plena o tempo todo?
Um gerador operando continuamente a 100% da carga nominal tem vida útil significativamente reduzida, consome diesel de forma ineficiente e apresenta maior risco de superaquecimento. A faixa entre 60% e 80% da carga é onde os motores a diesel operam com melhor relação entre potência entregue e combustível consumido.
Isso também explica por que o superdimensionamento tem custo: um gerador de 200 kVA alugado para uma carga real de 60 kVA vai operar a 30% da carga nominal — consumindo diesel de forma desproporcional ao trabalho gerado e operando fora da faixa de eficiência do motor.
O dimensionamento correto não é o maior gerador disponível e sim o que opera entre 65% e 80% da sua capacidade para a carga da sua instalação.
Você não precisa dominar todos esses cálculos para tomar a decisão certa. A Jambak Energia existe exatamente para isso.
Nossa equipe de engenharia realiza o estudo de carga completo da sua instalação sem custo. Levantamos cada equipamento, identificamos os tipos de partida dos motores, calculamos os picos de kVA, verificamos o fator de potência da instalação e indicamos o gerador correto — não o maior, não o menor, o certo.
O processo inclui:
Após o dimensionamento, a entrega é feita com SLA de até 3 horas — porque sabemos que quando um gerador é necessário, cada minuto sem energia tem um custo mensurável.
A frota da Jambak é composta por grupos geradores novos, com motores eletrônicos de alta performance que respondem de forma mais eficiente aos picos de demanda típicos de ambientes industriais. Menos diesel consumido, mais estabilidade de tensão, menos risco de desarmamento.
A escolha do gerador ideal para uma empresa depende do levantamento da carga total instalada, do tipo de equipamentos (resistivos ou indutivos com motores) e do fator de potência da instalação. O ponto de partida é somar a potência em kW de todos os equipamentos que precisam funcionar simultaneamente, dividir pelo fator de potência (geralmente 0,8 em ambientes industriais e comerciais) para obter os kVA necessários e acrescentar uma margem de segurança de 20%. Empresas com motores elétricos de grande porte precisam considerar também o pico de partida, que pode exigir até 8 vezes a corrente nominal por alguns segundos. Para eliminar o risco de erro nesse cálculo, a Jambak realiza o estudo de carga gratuitamente.
A demanda de kVA varia bastante conforme o segmento. Como referência geral:
Esses valores são referências de ponto de partida. O dimensionamento preciso exige o levantamento individual de cada carga, considerando os picos de partida de motores e o fator de potência da instalação.
Um gerador de 8000W (8 kW) corresponde a aproximadamente 10 kVA, considerando o fator de potência padrão de 0,8 — o mais comum em geradores a diesel e na maioria das instalações comerciais e industriais. O cálculo é feito pela fórmula kVA = kW ÷ fator de potência, ou seja: 8 ÷ 0,8 = 10 kVA.
Na prática, um gerador de 10 kVA é adequado para usos residenciais mais completos ou pequenos comércios com carga leve — como iluminação, alguns equipamentos de escritório, geladeira e ar-condicionado de pequeno porte. Não é indicado para ambientes com motores elétricos industriais ou cargas simultâneas elevadas, pois o pico de partida dos motores pode ultrapassar facilmente a capacidade do equipamento e causar desarmamento.
Um gerador de 1500W (1,5 kW) é um equipamento de uso estritamente residencial e leve, adequado para manter funcionando aparelhos de baixo consumo durante uma queda de energia. Como referência, é possível ligar simultaneamente:
Equipamentos que não devem ser ligados em um gerador de 1500W incluem chuveiro elétrico (5.000W ou mais), ar-condicionado, micro-ondas de alta potência, ferro elétrico e qualquer motor elétrico industrial. O risco ao tentar ligar esses equipamentos é o desarmamento imediato do gerador ou danos ao próprio equipamento por sobrecarga. Para uso em empresas, obras ou eventos, a potência mínima recomendada começa em 15 kVA.
O consumo de diesel varia conforme a potência do gerador e a carga aplicada. Em operação a 75% da carga nominal — que é a faixa de maior eficiência — os valores de referência são:
Geradores operando abaixo de 40% da carga nominal apresentam consumo desproporcional ao trabalho gerado — por isso o superdimensionamento também gera custo. O dimensionamento correto, com o equipamento operando entre 60% e 80% da carga, é o ponto de maior eficiência entre desempenho e consumo de combustível.
O kW (quilowatt) representa a potência ativa — a energia que efetivamente realiza trabalho, como acionar um motor ou iluminar um ambiente. Já o kVA (quilovolt-ampère) representa a potência aparente — a carga total que o gerador precisa suportar para entregar aquele trabalho, incluindo a energia reativa consumida por motores e transformadores.
A relação entre os dois é definida pelo fator de potência: kW = kVA × fator de potência. Com fator de potência 0,8 — padrão na maioria das aplicações industriais — um gerador de 100 kVA entrega 80 kW de potência útil. A placa dos geradores exibe o valor em kVA porque é a capacidade bruta do equipamento. O erro mais comum ao alugar um gerador é dimensionar apenas pelos kW dos equipamentos e ignorar os kVA necessários, o que resulta em sobrecarga e desarmamento.
Entender a tabela de potência de geradores é o primeiro passo. O segundo é garantir que o dimensionamento da sua operação seja feito com precisão técnica — sem estimativas, sem margem de erro disfarçada de segurança.
Artigo revisado pela equipe de engenharia da Jambak Energia. Publicado originalmente em: [01/04/2025] | Última atualização: [11/07/2025]